Sessão externa apresenta dinâmica do Tribunal Regional do Trabalho para acadêmicos da UCPel

Depois de 20 anos, acadêmicos do curso de Direito da Universidade Católica (UCPel) voltaram a presenciar uma sessão externa do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Para um auditório lotado, o desembargador Luiz Alberto de Vargas iniciou os trabalhos de julgamento de oito processos trabalhistas de forma didática, com o objetivo de compartilhar com os estudantes presentes o embasamento das sentenças. Conhecer a dinâmica e o funcionamento do julgamento de um órgão colegiado foi interessante e importante na avaliação do acadêmico 10º semestre, Paulo Rapetto. Conforme o estudante, apaixonado pela Justiça do Trabalho, o contato com os desembargadores da 8ª turma serviu para mostrar que os magistrados são pessoas comuns. “Eu não imaginava que iria ter a oportunidade de presenciar na minha universidade uma sessão didática. A atividade foi interessante tanto para aqueles que estão se formando ou que entraram recentemente no curso”, avaliou Rapetto, que tem a intenção de atuar profissionalmente na área.De acordo com o desembargador Vargas, um dos objetivos das sessões externas é justamente fazer uma propaganda do Direito do Trabalho. Ele agradeceu a acolhida da UCPel e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e demostrou satisfação por voltar a Pelotas, cidade em que já trabalhou. “Essa sessão é igual ao do tribunal. A única diferença é que os processos são apresentados de forma mais didática para propiciar o aprendizado dos estudantes”, explicou o presidente da oitava turma. A desembargadora Angela Rosi Almeida Chapper lembrou que Pelotas foi pioneira ao receber uma sessão do Tribunal Regional do Trabalho há 20 anos. “A atividade mostra à comunidade como ocorre o funcionamento de uma sessão e de como as coisas acontecem em um tribunal”, pontou. De acordo com a magistrada, o detalhamento não é possível de ser feito em uma sessão normal visto o grande número de processos julgados, que gira em torno de 250. Para a acadêmica do 4º semestre e presidente do Diretório Acadêmico do curso, Mariana Beduhn, mesmo quem ainda não cursou disciplinas específicas da área conseguiu entender o embasamento de uma sentença. “Durante toda a sessão o auditório esteve lotado e os acadêmicos acompanharam o julgamento até o fim”, informou. Ainda conforme a estudante, a sessão ajudou na proximidade com os desembargadores e mostrou o lado humano e hermenêutico necessários para um julgamento justo. Foi a primeira vez que a estudante presenciou um julgamento. “Ainda não tinha acompanhado uma sessão por achar que não iria entender. Superou minha expectativa e me aproximou da parte prática”, avaliou. foto da notícia