Sessão externa apresenta dinâmica do Tribunal Regional do Trabalho para acadêmicos da UCPel


918  17 de agosto de 2017

Depois de 20 anos, acadêmicos do curso de Direito da Universidade Católica (UCPel) voltaram a presenciar uma sessão externa do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Para um auditório lotado, o desembargador Luiz Alberto de Vargas iniciou os trabalhos de julgamento de oito processos trabalhistas de forma didática, com o objetivo de compartilhar com os estudantes presentes o embasamento das sentenças. Conhecer a dinâmica e o funcionamento do julgamento de um órgão colegiado foi interessante e importante na avaliação do acadêmico 10º semestre, Paulo Rapetto. Conforme o estudante, apaixonado pela Justiça do Trabalho, o contato com os desembargadores da 8ª turma serviu para mostrar que os magistrados são pessoas comuns. “Eu não imaginava que iria ter a oportunidade de presenciar na minha universidade uma sessão didática. A atividade foi interessante tanto para aqueles que estão se formando ou que entraram recentemente no curso”, avaliou Rapetto, que tem a intenção de atuar profissionalmente na área.De acordo com o desembargador Vargas, um dos objetivos das sessões externas é justamente fazer uma propaganda do Direito do Trabalho. Ele agradeceu a acolhida da UCPel e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e demostrou satisfação por voltar a Pelotas, cidade em que já trabalhou. “Essa sessão é igual ao do tribunal. A única diferença é que os processos são apresentados de forma mais didática para propiciar o aprendizado dos estudantes”, explicou o presidente da oitava turma. A desembargadora Angela Rosi Almeida Chapper lembrou que Pelotas foi pioneira ao receber uma sessão do Tribunal Regional do Trabalho há 20 anos. “A atividade mostra à comunidade como ocorre o funcionamento de uma sessão e de como as coisas acontecem em um tribunal”, pontou. De acordo com a magistrada, o detalhamento não é possível de ser feito em uma sessão normal visto o grande número de processos julgados, que gira em torno de 250. Para a acadêmica do 4º semestre e presidente do Diretório Acadêmico do curso, Mariana Beduhn, mesmo quem ainda não cursou disciplinas específicas da área conseguiu entender o embasamento de uma sentença. “Durante toda a sessão o auditório esteve lotado e os acadêmicos acompanharam o julgamento até o fim”, informou. Ainda conforme a estudante, a sessão ajudou na proximidade com os desembargadores e mostrou o lado humano e hermenêutico necessários para um julgamento justo. Foi a primeira vez que a estudante presenciou um julgamento. “Ainda não tinha acompanhado uma sessão por achar que não iria entender. Superou minha expectativa e me aproximou da parte prática”, avaliou. foto da notícia