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Durante o mês de maio, o projeto de extensão Direito na Rua da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) levou noções constitucionais aos estudantes de escolas públicas de Pelotas. A ampliação das atividades ocorre junto com a curricularização da extensão na universidade.

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De acordo com a professora da UCPel e coordenadora do Direito na Rua, Ana Paula Dittgen, a intenção de levar as atividades do projeto para as escolas já era uma vontade antiga e que foi possibilitada com a curricularização da extensão na universidade. 

Neste semestre, as instituições escolhidas foram o Colégio Municipal Pelotense e a Escola Estadual de Ensino Médio Doutor Edmar Fetter. Nos dois locais as visitas dos acadêmicos ocorreram duas vezes por semana e se encerraram no dia 3 de junho.

A cada encontro, os acadêmicos da UCPel abordaram questões da disciplina de Direito Constitucional II, que inclui direitos fundamentais como acesso à educação, ao voto, políticos e à vida. “Essa atividade é importante para todos os lados envolvidos. Para os acadêmicos da universidade, porque colocam em prática aquilo que estão aprendendo em sala de aula e também para os alunos que estão recebendo esse conhecimento”, destaca Ana Paula.

Para o próximo semestre as escolas que receberão o projeto ainda estão indefinidas. Interessadas podem entrar em contato pelos telefones do Serviço de Assistência Jurídica (SAJ) 2128-8071 ou (53) 98147-1619.

 

Aplicando a teoria na prática

Segundo a acadêmica do curso de Direito da UCPel, Manoela Maciel, o fato de poder explicar o conteúdo aos estudantes e a experiência do contato com o público foram responsáveis por proporcionar muitos aprendizados. “É uma grande oportunidade vir até a escola e poder mostrar para esses jovens os direitos que eles têm”, conta.

Já para o acadêmico de Direito Kim Amaral, as atividades desenvolvidas pelos projetos de extensão possibilitam levar a universidade para espaços da comunidade e fazer com que os conhecimentos teóricos produzam mais sentido na sociedade. “Acredito que é bastante importante na formação profissional de qualquer estudante conseguir fazer essa conexão entre vida real e a vida acadêmica”, comenta.

Proximidade do Direito com a comunidade

Ainda estudante do segundo ano do Ensino Médio, Eduarda Lopes, conta que pretende cursar Direito e durante as atividades pode descobrir ainda o interesse de alguns colegas sobre o assunto. “Foi bem legal ver eles falando de como funciona. Estamos conseguindo aprender bastante com as palestras e vi que a nossa turma ficou bem interessada”, conta. 

Quem também aprovou a iniciativa foi a Jennifer Goulart, que apesar de já ter conhecimento de alguns temas abordados, achou importante eles terem sido reforçados. “Eles abordaram várias questões que eu acho muito importante os estudantes saberem”, comenta.

Para o vice-diretor da escola Doutor Edmar Fetter, José Eduardo Matias, as atividades do Direito na Rua foram importantes, pois os alunos puderam ter contato com diversos assuntos que nem sempre são abordados em sala de aula. “Tivemos esse espaço de escuta com pessoas que vem de fora, em um ambiente diferente e às vezes os alunos se sentem mais à vontade. Foi muito positivo para a escola e para a comunidade como um todo”, destaca.

 

Redação: Kauã Blank

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